
Primeira vez
Amanheceu assim, assado
Um céu azul inesperado
Inês parada mal ouvia
O despertar de mais um dia
Inês, assim, desesperada
Continha em si, a madrugada
Negava, em vão, o amanhecer
Queria é desvanecer
Na luz de tudo o que se deu
No passado que já foi
Em um dia sem depois
Mas com o sino, à distância
Numa paz desoladora
Estava a madre superiora
(Pela primeira vez
Tinha Inês
Um pecado a confessar)
Cesar Brod, dezembro de 2010
por Cesar Brod