
Abordarei o tema Cidades Inteligentes em minha palestra na Latinoware deste ano. Confira a programação. Abaixo o início do tema que desenvolverei durante a palestra:
Fico meio cismado quando começam a colocar adjetivos modernosos em palavras antigas. Eu fico sempre com a impressão de que estávamos fazendo tudo errado e que, agora, alguém vai querer nos vender algo que vai deixar tudo muito melhor: país do futuro, branco mais branco, pessoas conectadas, cidades inteligentes…
Salvo raras exceções, a cada vez que ouço alguém falar de “cidade inteligente” eu sinto-me um tanto, ao menos historicamente, ofendido. Ficar dando receitas para cidades inteligentes é meio que dizer que as cidades atuais são burras.
As cidades surgem quando nossos ancestrais começam a deixar de vagar de um lugar a outro atrás de caça e descobrem que é melhor plantar uma horta, um pomar e criar uns bichos em um lugar só, sem ter que ficar viajando muito. Uma decisão inteligente. Com o tempo surge a necessidade de estocar a produção para o inverno, dar um jeito de conservar os alimentos, comercializar os excedentes e dar uma ordem na coisa toda. Os cidadãos resolvem colocar alguém para administrar essas coisas que são necessidades coletivas, mas quem? Inventam a eleição e o voto. Talvez faça sentido, agora, pensar que os cidadãos devam ser mais inteligentes…
Mais na Latinoware!
por Cesar Brod