Empresários, gestores e desenvolvedores da comunidade de software livre. Quem é quem?
por Cesar Brod
Entrevista bem legal com o Linus Torvalds no G1
por Cesar Brod
Reunión de Trabajo Latinoware-UTIC
por Cesar Brod
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Glob3 é um projeto de software livre orientado ao desenvolvimento de aplicações de sistemas de informações geográficas (SIG) em três dimensões, recentemente liberado sob uma licença BSD pela IGO Software da Espanha.
Além de uma ferramenta para a geração de aplicações, o Glob3 pretende também ser um SIG para usuários finais. Os objetos 3D e os pontos geográficos, independente do tamanho que tenham, são carregados com o auxílio da biblioteca de geometrias multidimensionais EUCLID e outros componentes de software livre. A análise de algoritmos é feita com a ajuda do S3xtante.
O código do projeto está disponível no SourceForge: http://sourceforge.net/p/glob3/git
Fonte: http://www.cenits.es
por Cesar Brod

Na foto (da esquerda para a direita): Cesar Brod (antes da primeira pancreatite), Alessandro Binhara (antes de virar um barril), Vilson Gartner (ainda virgem), Maurício de Castro (conservado em formol, até hoje!), Paulo Mallmann (vulgo “Bergamota”), Thomas Sprietersbach (Gesundheit!)
Luciano, Carlos e Maurício,
Pensei bastante sobre a metodologia de implementação do novo Sistema Administrativo. Sei que nesta fase de estudo de uma nova ferramenta ainda podem surgir polêmicas sobre o método de migração e a própria ferramenta empregada, o que é totalmente natural. Por isto mesmo, peço a vocês um voto de confiança na adoção das regras de desenvolvimento deste novo sistema e na linha mestra que adotaremos na implementação do mesmo.
Aqui segue um primeiro “draft” para o desenvolvimento do novo Sistema Administrativo, que vocês devem transformar em um documento final. Sou flexível em vários aspectos, à exceção das datas chaves do cronograma que devem ser mantidas a todo o custo.
Projeto Interno
Novo Sistema Administrativo
Nome-código: UniverSis
Coordenador: Prof. Luciano Brandão
Objetivo: Migração do Sistema Administrativo existente na Univates para uma estrutura baseada em Intranet, com bases de dados padrão SQL e acesso dos clientes através de browsers padrão de mercado. O novo UniverSis utilizará ferramentas de sistemas abertos e será publicado para a comunidade acadêmica que poderá participar do projeto.
Pré-requisitos:
<NOTA>
Sei que isto é uma imposição, certamente passível de questionamento. Aqui é onde peço, justamente, o maior voto de confiança.
</NOTA>
1. A interface do usuário será exclusivamente através de browser padrão (Netscape, Internet Explorer ou outro)
2. A base de dados para o desenvolvimento inicial será o MySQL
<NOTA>
A migração para o Oracle ou outra base SQL deve ser tranquila, mas devemos começar com uma base na qual consigamos suporte da comunidade “OpenSource” com facilidade.
</NOTA>
3. A base de dados de testes deve refletir a modelagem da atual, mas deve ser INDEPENDENTE da existente.
<NOTA>
Luciano, sei que tens críticas quanto a isto. Podemos discutir os malefícios e benefícios dos métodos infinitamente. Quero evitar neste momento qualquer entrave no desenvolvimento que possa ter como raiz a migração dos dados e os testes de volume. Confio que no meio do processo teremos um bom plano de
migração de bases de dados.
</NOTA>
4. Todas as ferramentas utilizadas serão OpenSource, ou em último caso OpenSource para o ambiente acadêmico.
Ferramentas adotadas
SO Servidor: Linux
SO Cliente: Não importa, desde que use browsers padrão
Base de dados: MySQL - inicialmente, com possibilidade de porte para qualquer outra base padrão SQL
Linguagens: PHP (preferencialmente) e qualquer acessório OpenSource necessário.
Cronograma:
20.11.99 - Documentação do projeto completa
01.12.99 - Publicação do projeto na Internet e contato com as principais Universidades do país
01.12.99 - 01.03.00 - Definição de atribuições de colaboradores externos
- a cada mês, teste de módulos principais
01.05.00- Laboratório de funcionalidades e início da migração das bases de dados
01.07.00 à 30.07.00 - Migração total das bases e testes de stress com situações reais em paralelo com o sistema original
01.07.00 à 30.07.00 - Ajustes e correções
01.08.00 - UniverSis em produção, com backups diários e possibilidade de retorno ao sistema tradicional
por Cesar Brod
Catálogo de software livre educacional, uma iniciativa do Centro Internacional de Desarrollo Tecnológico y Software Libre (CIDETYS) do Panamá. Para baixar o PDF, clique aqui.
por Cesar Brod
Quando será que as prefeituras do Vale do Taquari começarão a adotar softwares públicos e livres na sua gestão?
por Cesar Brod
O slogan para esta edição do Workshop é “Momentum”, representando o número de governos e organizações que estão usando software livre na melhoria da educação e saúde de seus povos.
O IWEEE terá sua terceira edição em Luxemburgo, entre os dias 6 e 8 de abril de 2011. Estarei lá!
por Cesar Brod

O texto abaixo foi publicado em 9 de julho de 1999, no portal da Internet Sul. Interessante relê-lo 12 anos depois…
Ao escrever o título deste artigo não foi minha intenção parafrasear ou satirizar o título do livro de Bill Gates, “A Estrada do Futuro”, mas confesso que em uma das inúmeras revisões deste texto, ao associar o título do artigo ao livro, acabei sendo algumas vezes pego na armadilha dos puristas, que insistem em achar que o pobre-menino-rico William Gates III é realmente a Besta do Apocalipse e que o Windows é a janela para o fim do mundo.
Conheci o Linux entre 93 e 94, e em 1995 juntei-me a uma turma de loucos na empresa em que trabalhava para instalar e configurar o Linux em Notebooks Toshiba. Nossa intenção era a das melhores: poder usar um sistema operacional compatível com o Unix das máquinas que nossa empresa vendia e assim termos algo portátil que nos permitisse a reprodução e a análise de problemas no campo. O Linux ainda era um mistério no mundo corporativo e nosso projeto foi feito meio que às escondidas, nas horas vagas. O Unix acabou deixando de ser foco da empresa em que trabalhávamos mas nós acabamos nos apaixonando pelo Linux.
Unix, e por conseqüência Linux, foram - e até certo ponto ainda são - considerados sistemas operacionais para CDFs (precisa expandir a sigla?) ou Nerds, na expressão americana. Seus comandos e funções de no máximo três letras de difícil memorização (cujo nome muitas vezes reflete o nome ou o humor momentâneo da pessoa que os criou) e sua associação a ambientes acadêmicos e científicos já assustaram muita gente. A utilização do Unix em aplicações comerciais em conjunto com a popularização do Linux acabaram por levar a criação de interfaces mais intuitivas e de visual mais agradável, cada vez mais parecidas com o Windows! Uma das interfaces mais populares, chamada KDE (K Desktop Environment) propõe-se especialmente a parecer-se com as interfaces Windows e Macintosh - aliás, alguém ainda lembra desta briga? Quando o Windows 95 surgiu os seguidores da linha Apple diziam que ele era uma cópia da interface do Macintosh. Isto prova que no mundo da informática muito se cria, mas muito também se copia.
Bill Gates com a Microsoft propõe uma Estrada do Futuro, e continuando a analogia, facilmente percebemos que para cada estrada que leva de um lugar a outro podem existir caminhos paralelos, atalhos mais rápidos ou nem tão rápidos mas mais agradáveis e compensadores. Em Arroio do Meio, onde moro, há uma estrada que leva à cidade de Lajeado e um caminho de terra como alternativa. A estrada é rápida, mas o caminho que passa por uma ponte de ferro acima do rio Taquari é infinitamente mais bonito. Muitas vezes, quando a estrada esteve em reforma, o caminho serviu de alternativa. Assim também é a informática. Estradas não acabam com caminhos e nem o contrário. Para cada situação existe mais de uma solução. Larry Wall, criador da linguagem PERL, gosta de repetir que há sempre muitos meios de se fazer a mesma coisa.
Mas por quê o Linux está ficando tão popular? Por quê isto assusta a Microsoft?
A resposta é fácil. O Linux é popular porque é gratuito e aberto. Com o crescimento da Internet o Linux provou ser a base ideal para o desenvolvimento de serviços na rede. Ele nasceu na Internet e a Internet o mantém vivo. A própria Internet fez o marketing do Linux. Por suas características abertas e o compromisso que todos os desenvolvedores e usuários mantém com esta abertura, cada nova funcionalidade do Linux é imediatamente disponibilizada na rede, devidamente documentada dentro do padrão LDP (Linux Documentation Project), também criado pelos próprios usuários. Por ser gratuito, é possível configurar um servidor de rede ou mesmo uma estação desktop com aplicativos comuns de escritório (Processador de Textos, Planilha de Cálculos, etc.) sem nenhum investimento em programas, e sem correr o risco de se estar utilizando cópias ilegais destes programas.
A Microsoft preocupa-se porque o Linux não fazia parte de sua estratégia. Por maior e mais qualificado que seja seu grupo de desenvolvimento é impossível competir com um enorme grupo de visionários que, voluntariamente, desenvolvem novas funcionalidades para o Linux. A história tem comprovado que o Linux tem sido capaz de estar na frente em funcionalidades para a Internet e tem também rapidamente incorporado novas funções que possam ter surgido na Microsoft. O ranço que surgiu contra Bill Gates também não ajuda. Mesmo que a Microsoft decida abrir os códigos fontes de seus produtos e disponibilizá-los na Internet, dificilmente irá trazer para a sua simpatia aqueles que já têm o Linux como plataforma de escolha.
Não ouso dizer que a Microsoft está num mato sem cachorro - como alguns preferem crer - pois Bill Gates e sua equipe têm sempre provado criatividade para conquistar mais e mais mercados e manter-se à frente da concorrência. O que muito provavelmente veremos mais e mais daqui para a frente é a busca da Microsoft por parcerias com empresas que produzem acessórios importantes para o Linux (como recentemente aconteceu com a Active State, empresa que detém os direitos sobre a linguagem PERL), garantindo que estes acessórios estejam também disponíveis na plataforma Windows. E sem querer ser futurólogo, mas já arriscando um palpite, creio que em menos de dois anos a própria Microsoft terá uma versão “alternativa” de seus principais produtos em uma distribuição Linux-Microsoft, a um preço bastante competitivo com as distribuições de Linux já existentes hoje.
Cesar Brod
9/07/1999
(Fonte: brodtec.com)
por Cesar Brod
Projeto OOo4Kids. Suíte de aplicativos para a criação de textos, desenhos, planilhas e apresentações para crianças de 7 a 12 anos. Tem versão em português e instaladores para Mac, Windows e Linux.
por Cesar Brod